O corpo adulto também sente: Quando o processamento sensorial acompanha a vida toda.
- clinicarenovaser
- 7 de nov. de 2025
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Por muito tempo, acreditou-se que os desafios no processamento sensorial eram típicos da infância. Mas pesquisas de Teresa A. May-Benson (2011) mostram que os adultos também vivem os impactos da integração sensorial — e, muitas vezes, carregam dificuldades não reconhecidas desde a infância.
O estudo evidencia que o Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) pode persistir e afetar profundamente a regulação emocional, o desempenho ocupacional e as relações interpessoais.
Sensações que persistem:
Adultos com TPS relatam defensividade tátil, auditiva, olfativa, visual e vestibular, mostrando desconforto com toques, ruídos, luzes ou movimentos. Muitos evitam lugares cheios, preferem roupas específicas, têm dificuldades com o toque de outras pessoas e podem sentir-se sobrecarregados por estímulos cotidianos.
O corpo que não responde como se espera:
Além da hipersensibilidade, estudos citados pela autora (como Dunn, Brown e Pfeiffer) apontam falhas na discriminação sensorial, no planejamento motor e no tônus postural, o que interfere em tarefas diárias como vestir-se, cozinhar, dirigir ou trabalhar.
O emocional também sente:
A defensividade sensorial está fortemente associada à ansiedade, depressão e dificuldade de regulação emocional. Segundo May-Benson, esses sintomas muitas vezes são interpretados como problemas puramente psicológicos, quando, na verdade, podem ter uma base sensorial.
Impactos nas ocupações e nas relações:
Muitos adultos relatam que suas dificuldades sensoriais influenciam escolhas profissionais, lazer, vínculos afetivos e até a parentalidade. O desconforto com o toque, a sobrecarga sensorial e o cansaço emocional podem limitar a participação plena em papéis sociais significativos.
Mas há caminhos de cuidado:
Programas baseados em Integração Sensorial de Ayres, dieta sensorial e intervenções de modulação e discriminação sensorial têm mostrado resultados positivos:
Redução de ansiedade e sintomas depressivos;
Melhora na autorregulação;
Reengajamento em atividades significativas;
Aumento da tolerância sensorial e da qualidade de vida.




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